Existem muitas pessoas que ambicionam ter filhos,
religiosos, políticos que discursam sobre questões de gênero onde o problema
central é: homossexuais não se reproduzem. A “não reprodução”. Outra parte é o
medo da solidão da velhice. Como se os homossexuais não tivessem direito à
adoção (tantas crianças por aí precisando de pais adotivos, de uma família) e
os filhos não abandonassem os pais no asilo.
Primitivamente, a
procriação estava ligada à continuidade da espécie. Com o tempo, a sociedade
manteve por questões culturais. Alguns pelo sobrenome, outros por herança de reinados,
etc. No artigo escrito por Vitor Bartoletti Sartori na Revista Filosofia,
ciência e vida, há um simbolismo que carrega o nascimento:
“Somente para que
tragamos um exemplo de como ele marca a cultura ocidental, vale mencionar o
papel que desempenha o nascimento de Jesus de Nazaré na religião cristã. Não só
se tem a vinda de um indivíduo extraordinário ao mundo dos homens: existe toda
uma simbologia em torno do nascimento de uma nova era”
Partindo desse ponto,
ter filhos é “dar ensejo a mudança”. O autor também cita Hannah Arendt nessa
questão onde o surgimento de um novo indivíduo mostra possibilidades de que
ocorra algo extraordinário:
“ A filosofia
Política de Hannah Arendt pode ser vista tendo isso em mente: a autora, que,
aliás, não teve filhos, destaca que vivemos em um mundo em que a todo momento
são acrescidas novas possibilidades em virtude do simples fato de novos
indivíduos, sem vínculos com o mundo presente, serem trazidos ao convívio
social”.
A priori é
compreensivo de modo “existencial” a vontade de alguns em gerar filhos, porém
isso envolve questões sociais e socioemocionais que muitos não pensam.
Abordando de maneira mais subjetiva, o indivíduo não leva em consideração suas
condições financeiras e psicológicas. Para um sonho se concretizar é necessário
que seja num ambiente concreto, planejado. Colocar uma criança no mundo onde
ela vai passar por apertos materiais, não terá um ambiente bom para se
desenvolver emocionalmente e carregará sofrimento pela vida toda porque o pai
e/ou a mãe achava lindos os aspectos positivos que compõe a maternidade. Isso
pode ser caracterizado como egoísmo pois envolve outra pessoa. Tudo pode e deve
ser pensado. Temos a racionalidade para tal e não somos somente animais
querendo manter a espécie.

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